
Mais uma vez me encontro sozinho com a minha solidão
Caminho antes já arduamente trilhado por meu coração
Uma vez me pedistes compreensão, lhe foi dada
Uma vez pedi explicação, a mim, ela foi negada
Preso com minhas duvidas e angústias me encontro
Absorto em pensamento que não me levam a lugar algum
Sigo a ermo, sem destino, sem futuro, sem achar um porto
Caminho solitário na escuridão da noite sem amor nenhum
A tristeza foi o que me restou do amor que a ti jurei
A saudade é quem me faz companhia doravante
Abrandar a dor que corrompe minha alma tentarei
Juntando os restos de meu amor próprio irei adiante
Sequioso do teu corpo junto ao meu aprenderei a viver
Para morrer na saudade, a qual fui relegado, não morrer.





