quarta-feira, 9 de abril de 2008

Soneto do Poetinha (da redenção)



Melancolia é tudo em suma
Resumo de todo o meu ser
Minh’alma hoje se exuma
Não sei mais sem você viver

Busco no meu “Poetinha”
Respostas a essa insana paixão
Não se faz possível calar meu coração
Não há mais o medo que o detinha

O Poeta hoje me redime
Tal dor, não mais me oprime
Teu olhar me faz luz

Ó amada, salvai-me com teu amor
Dá-me teus braços sem pudor
E lembra que meu amor só a ti conduz

terça-feira, 8 de abril de 2008

50 receitas



Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro toda a dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer
Até você me pedir perdão
Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr...
O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraços protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?
Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O show já terminou




O show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu do nós
Uma verdade que insistimos em não ver
Não adianta mais
Chorar o amor que já tivemos
Existe em nosso olhar
Alguma coisa que não vemos
E nas palavras
Existe sempre alguma coisa sem dizer
E é bem melhor que seja assim
Você sabe tanto quanto eu
No nosso caso felicidade começa num adeus
Me abrace sem chorar
Sem lenço branco na partida
Eu também vou tentar
Sorrir em nossa despedida
Não fale agora
Não há mais nada
O nosso show já terminou

terça-feira, 1 de abril de 2008

Soneto do absurdo




Uma ponte nos separa, mas a verdade é que a distancia é bem maior
Maior que essa ponte, maior que essa noite, maior que tudo
Quiçá a distancia de uma vida, de uma encarnação, quiçá menor
Quem dera não fosse maior que a dor da saudade a que aludo

Divino seria se não fosse o muro com o qual tu te fechastes
Perfeição seria o sinônimo disso tudo, feito à mão
Sublime, repleto de formosura, nós, longe da multidão
Sem medos ou receios ou nenhuma dessas menores artes

Mas a vida não quis assim, o destino não nos permitiu
Tu não sorristes para mim, e virando as costas, fugiu
Deixando-me a solidão por companhia única

Vesti-me com o que me destes, essa pesada túnica
Mais uma vez a vida me apresentou teu revés
Então sigo nessa vida ermo, de viés.

domingo, 30 de março de 2008

Como termina?


Como tudo termina?

E no final, como é que tudo termina?
Onde tudo termina?
Termina sempre com uma cara triste...?
Termina com um copo vazio...?
Termina numa cama vazia...?
Termina em uma lágrima caída...?
E agora?
Como é que tudo termina?

quinta-feira, 27 de março de 2008

How insensitive


How insensitive
I must have seemed
When she told me that she loved me
How unmoved and cold
I must have seemed
When she told me so sincerely
Why she must have asked
Did I just turn and stare in icy silence
What was I to say
What can you say
When a love affair is over
Now she's gone away
And I'm alone
With a memory of her last look
Vague and drawn and sad
I see it still
All her heartbreak in that last look
How she must have asked
Could I just turn and stare in icy silence
What was I to do
What can one do
When a love affair is over

segunda-feira, 24 de março de 2008

Fim das férias


depois de um longo e tortuoso inverno... hum... se bem que não posso dizer que foi inverno... hum... tampouco foi verão... digamos então que foi uma primavera, afinal de contas, nao foi tão griz assim.

então, depois de uma longa e tortuosa primavera, chega ao fim, em fim, as férias. é hora de tirar o paletó do armário, de lustrar o sapato, de escolher a gravata, de dormir cedo e acordar sem cara de ressaca. ah! e estar sempre, que possível, de barba feita.

... agora eu me pergunto, estarei eu pronto pra isso?

não sei... e se soubesse também não diria... informação no meu ramo de profissão é alguma coisa de muita valia...

bem, é isso... acordar cedo, sem cara de ressaca... todos os dias... o dia todo... tirar o paletó, escolher a gravata... todo dia... me lembrei o amigo francisco: "todo dia ela faz tudo sempre igual..."